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O PIUM filmes é um movimento em prol do cinema. Somos núcleo do Cinema Possível no Amapá. “Para nós, cinema é uma coisa prática e feita de forma possível dentro das circunstâncias em que o cineasta está envolvido e, portanto, fazedor do espetáculo. Ele cria o seu próprio olhar, a partir de sua tela de convivência dentro da comunidade e/ou ciclo em que vive.Usamos o termo ‘CINEMA POSSÍVEL’ como extensão de nosso pensar no que tange à necessidade de comunicação abrangente, utilizando formas diferenciadas, inovadoras e criativas de contar uma história.” Jiddu Saldanha (Guru do PIUM FILMES)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cinema e Literatura: artes integradas



Participamos nos dias 05 e 06 de Setembro da Oficina "O Cinema Italiano e suas relações com a Literatura", ministrada pelo Professor Doutor Mauro Porru da UFBA. Especialista em Luchino Visconti, Mauro nos fez compreender que em tempos atuais, definitivamente, estão superadas as discussões assentadas na questão "o que é melhor: o filme ou o livro?".


Mauro Porru também agraciou-nos com o convite feito a sua amiga e colaboradora  Renata Franceschi, assistente de direção de Luchino Visconti, que esteve conosco no dia 05.09 e nos contou detalhes da filmografia desse monumental diretor.

O generoso professor, a quem agradecemos muitíssimo, repassou-nos seus apontamentos para  esta postagem.

CINEMA/LITERATURA – Apontamentos
Mauro Porru

As estreitas ligações do cinema com a literatura remontam aos seus primórdios.

Até o final dos anos '50, as relações entre cinema e literatura eram examinadas pela crítica visando evidenciar, principalmente, as diferenças entre estes dois campos expressivos.

Nos anos '60 nasce uma nova linha de debate baseada nos estudos de Roland Bartes (Sul cinema, Il melograno, Genova, 1994), Greimas (Del senso 2, Narrativa, modalità , passioni, Bompiani, Milano, 1995) e, especialmente, na semiologia do cinema, formulada e praticada por C. Metz (Semiologia del cinema, Garzanti, Milano, 1972), na qual procura-se estabelecer uma equivalência entre a linguagem literária e a cinematográfica.

Na Itália, estas indagações são desenvolvidas, nos anos '60 e '70, por Bettettini (Cinema, lingua e scrittura, Bompiani, Milano, 1968), Eco (La stuttura assente, Bompiani,Milano, 1968) Pasolini (Empirismo eretico, Garzanti, Milano, 1972). Porém, essas investigações conduzem, mais do que a uma equivalência entre a linguagem literária e a fílmica, à possibilidade de analisar um filme a partir da linguagem literária como modelo analógico, por ser a literatura, entre os fenômenos artísticos próximos ao do cinema, o que mais lhe assemelha no que diz respeito à percepção, à possibilidade de identificação do leitor/espectador com a história, as personagens, etc., e, também, por ambos nascerem de um conjunto de fatos escritos (o roteiro que procura a priori o seu correspondente na imagem fílmica).

Sobre esse último ponto, merece ser aprofundada a reflexão pasoliniana que não se limita à simples análise estrutural do produto cinematográfico, mas abrange todo o processo de produção do filme, privilegiando o roteiro como escrita na ausência de imagens cinematográficas.

Suas análises, efetuadas como escritor e cineasta ao mesmo tempo, o levam a vislumbrar na relação roteiro-filme uma forma de simbiose entre literatura e cinema. Identificando o roteiro como "estrutura que quer ser outra estrutura" (Empirismo erético, pag. 192- Garzanti) Pasolini elimina, definitivamente, as diferenças entre esses dois campos de indagação.

O cinema é literatura e a literatura é cinema e as relações entre as duas formas expressivas se desenvolvem em um terreno de intercâmbio mútuo. O roteiro começa a ser parte integrante do processo fílmico como descrição/representação concreta de imagens mentais, modificando muitos aspectos da questão.

De fato, o relacionamennto cinema/literatura, antes foi sempre observado como o encontro entre texto literário preexistente e independente de qualquer futuro projeto e sua realização enquanto linguagem de "imagens em movimento". Disso nasciam as preocupações dos críticos diante da adaptação cinematográfica de um romance, a respeito da fidelidade das imagens ao texto escrito.

A intervenção de Pasolini modifica os termos do problema e suas perspectivas, colocando os dois termos do debate em um plano de absoluta igualdade, ou melhor, de interação absoluta, e ressaltando, neste contexto, a fundamental importância do roteiro que funciona como um verdadeiro canal de transmutação.

A relação entre cinema e literatura não é mais um simples contato entre obra literária e filme, mas o contato entre obra literária, adaptação, roteiro e filme, num processo de lenta tranformação da abstração em concretos elementos visuais. O roteiro torna-se uma escrita atípica não conceitual, escrita pré-visual que quer se tornar escrita visual, porque tudo, no roteiro, é feito em função de elementos concretos, isto é, em uma base visual.

Estudos mais recentes focalizam a relação cinema/literatura do ponto de vista da tradução intersemiotica. Entre eles podemos citar o brilhante texto de Nicola Dusi “Il cinema come traduzione” que faz uma apanhado geral desses estudos, fornecendo uma rica bibliografia. Em português, temos o texto de Julio Plaza “Tradução Intersemiótica”, editado pela editora Perspectiva. Para Plaza a Tradução Intersemiótica, sendo uma tradução entre diferentes sistemas de signos, torna relevantes as relações entre os sentidos, meios e códigos. Quando se pensa na TI como transcrição de formas, visa-se penetrar pelas entranhas dos diferentes signos, buscando iluminar suas relações estruturais, pois são essas as relações que mais interessam quando se trata de focalizar os procedimentos que regem a tradução.

A Tradução Intersemiótica se pauta, então, pelo uso material dos suportes, cujas qualidades e estruturas são os interpretantes dos signos que absorvem, servindo como interfaces. Sendo assim, o operador tradutor é mais do que a “interpretação dos signos linguísticos por outros não-linguísticos”. A visão de Palza diz mais respeito às transmutações intersígnicas do que exclusivamente à passagem de signos lingüísticos para não-lingüísticos. (2001:67).

Particularmente, interessante é a análise daquele texto de passagem que é a adaptação de um romance preexistente, que como foi dito antes pode ser considerado também em termos de tradução. A relação entre um texto fílmico e seu correspondente literário deve ser colocado no âmbito de uma fita rede de relações intertextuais e intermidiáticas.

No fluxo constante do abstrato para o visual, neste processo de tensão pré-visual, a adaptação tem o papel essencial de selecionar o que conservar, eliminar ou acrescentar da obra literária no filme e de definir, com esta seleção, as intenções do roteirista no que diz respeito ao texto literário.

A adaptação de um texto literário para o cinema pode significar: ou representar uma obra literária reproduzindo simplesmente as ações e dando vida aos personagens sem se preocupar com o sentido do texto original, privilegiando critérios essencilamente comerciais, ou interpretar uma obra literária procurando descobrir o sentido intrínseco de uma linguagem para construir o mesmo sentido em uma outra linguagem, operando criticamente e culturalmente sobre os dois textos, (pre)vendo como a imagem possa restituir, modificar ou transfigurar o sentido da língua literária.

A relação entre cinema e literatura baseia-se em dois pressupostos objetivos: 1) o filme e o romance possuem elementos em comum; 2) o filme e o romance podem ser coligados através de alguns fenômenos que pertencem a um, mas que podem entrar também no território do outro.

Quando usamos o termo “conto”, de um ponto de vista literário, devemos ressaltar que este termo contém em si pelo menos dois significados diferentes: o de “estória”e o de “discurso”. Seguindo as orientações de Seymour Chatman entende-se por “estória” o conteúdo (ou seja a concatenação de eventos e de outros elementos como os personagens, ambientes etc), e por “discurso”: a expressão, os meios através dos quais é transmitido esse conteúdo. Para simplificar: a estória é o que é narrado e o discurso é como este conteúdo é narrado.

Os elementos centrais de um conto são: a causalidade, o tempo e o espaço. De fato, o conto nada mais é do que uma concatenação de eventos ligados entre si por uma relaçào de causa e efeito, que acontecem num determinado tempo e num deterninado espaço.

Atrás da noção de “conto” encontramos a noção de “narratividade” entendida como um conjunto de códigos, de procedimentos e operações, cuja presença num texto nos permite definí-lo como “conto”. Assim, a narratividade possui uma natureza virtual e pode existir concretamente só no momento que se torna “conto”. A relação que existe entre narratividade e conto substancialmente é a mesma que existe entre gramática e língua.

A narratividade é, portanto, aquele conjunto de regras, modos e estruturas profundas que se encontram na base de cada “conto” para que este possa acontecer através de enunciados verbais ou audiovisuais que nos contam a estória de personagens que se movimentam no espaço e no tempo seguindo uma determinada lógica causal. Desta forma, cada conto dá vida a um seu mundo habitado por personagens, lugares, tempos, eventos, sentimentos, objetos, palavras, barulhos, músicas, etc.

Esse mundo é o que a narratologia define como diegesis, termo que  Étienne Sorieau (L’univese filmique, 1953) deriva dos gregos (Aristóteles nos descreve a substancial diferença que existe entre o termo diegesis e o mais celebre de mimesis [μίμησις]; o primeiro expressa a natural narração de um conto, baseando-se no registro da autenticidade, o segundo a fictícia representação dos eventos), entendido como tudo o que pertence à estória contada e extradiegético tudo que não pertence a ela.

Todos esses conceitos podem ser repassados para a narração cinematográfica. Sua particularidade porém reside no fato que esta não se limita a narrar, mas mostrar também. E esse mostrar difere do mostrar teatral onde a estória é exposta diretamente na frente do público, impedindo qualquer tipo de intervenção.

No cinema uma outra instância invisível pode intervir através da câmera, nos mostrando este mundo numa determinada maneira. Essa instância  possui mecanismos que permitem ao público, além de ver, sentir o que está vendo (o exemplo mais clássico é o do comento musical: elemento extradiegético que auxilia neste sentido).

O espaço no cinema
Este pode ser considerado, seja como espaço da estória, seja como o espaço do discurso. O primeiro é o espaço diegético (casas, montanhas, rios etc) e o segundo é o espaço que se cria na tela dependendo de como o espaço é articulado.
Tempo no cinema
O tempo é sempre no presente.
Elipse
A uma duração determinada de tempo da estória não corresponde nenhuma duração de tempo do discurso (o equivalente do silêncio textual) para eliminar os tempos mortos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

TataPiuns em formação na XV Feira Pan-Amazônica do Livro

O Tatamirô e o Pium Filmes foram representados pelo “Tatapium” Paulo Rocha nas Cursos de “Literatura em Foto-clip” e “Desenho” .

O primeiro Curso (3 e 4 de Setembro) foi ministrado por Marileia Modesto e Júlio Chagas consiste na produção de videoclipes compostos por imagens (fotos produzidas no ambiente da Feira) que dialogam com poemas escolhidos pelos participantes do curso. Os alunos, também, trabalharam com a edição de áudio (músicas) em suas produções - uma combinação de diversas modalidades artísticas.

          

Confira um dos vídeos produzidos no curso:



No segundo Curso (05 de Setembro), ministrado por Edison Redivan (Projeto Biizzu Oficinas de Mídia Popular), os participantes tiveram acesso a várias técnicas do desenho - a maioria delas parte da experiência com esquemas básicos de composição como, por exemplo, o corpo humano e a perspectiva.




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"Menor Espetáculo da Terra" - Palhaços Trovadores




“O grupo de teatro PALHAÇOS TROVADORES vem pesquisando a linguagem do clow há 12 anos na cidade de Belém, de forma pioneira, realizando uma fusão com elementos poético e estruturais de nossa cultura popular, folguedos como bois, pássaros, quadrilhas, pastorinhas, dentre outros. Este trabalho de pesquisa resulta em espetáculos alegres e coloridos, que mesclam a poesia e a canção à cena transgressora dos palhaços, envolvendo sempre o público em seu jogo.

Representante do chamado Teatro de Grupo, os PALHAÇOS TROVADORES mantém uma pesquisa constante da linguagem do palhaço, incorporando sempre elementos novos.

Dentro dessa perspectiva de alargamento de suas pesquisas, ampliando a relação da linguagem do palhaço com outras linguagens artísticas, o grupo participou de um treinamento de Teatro de Bonecos, com Aníbal Pacha, integrante da In Bust Cia de Teatro Com Bonecos, referência nesta linguagem no estado do Pará. Realizado em 2008, o treinamento animou o grupo na criação de um espetáculo que juntasse a técnica do clow e a técnica do boneco. Ao pensar na história do circo, sua estrutura, seus artistas com números variados e a estrutura de seus espetáculos, nasceu a ideia deste trabalho, que pretende mostrar o universo do circo, sua estrutura, seus artistas, através da fusão de duas linguagens artísticas bem populares no teatro paraense: a arte do palhaço e a arte dos bonecos.

Utilizando o jargão dos apresentadores de circo, conhecidos também com Mestres de Pista: -‘ Senhoras e senhores, com vocês. O maior espetáculo da terra!’, nasceu a proposta dos PALHAÇOS TROVADORES de realizar ‘O Menor espetáculo da Terra!’”

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

III Colóquio de Fotografia-AP


A fotografia está presente em todas as fases de nosso cotidiano desempenhando uma infinidade de funções: precisamos de fotografias para tirar documentos, para registrar eventos importantes de nossas vidas, para provar algo na justiça, para compor páginas de jornais e revistas, para ilustrar peças publicitárias e por aí vão se multiplicando as diversas possibilidades de uso social da imagem fotográfica.

A fotografia é tão importante que ganhou o dia 19 de agosto para ser a data na qual o mundo inteiro comemora a sua existência. Em nosso Estado chegamos, nesse ano de 2011, a terceira edição do Colóquio Amapaense de Fotografia que, desde 2009, vem fomentando e estimulando a prática fotográfica localmente. Essa terceira edição acontecerá entre os dias 06 e 10 de setembro e está sendo conduzida por três realizadores: Museu da Imagem e do Som do Amapá (SECULT/MIS-AP), SESC-AP e o Núcleo de Fotografia Contemporânea da UNIFAP (NUFOC).


A programação desse ano foi ampliada e ganhou um reforço especial coma presença de Miguel Chicaoka, idealizador do projeto Foto Ativa,referência nacional no ensino e na prática fotográfica. Miguel estará em Macapá na abertura do evento que acontecerá dia 06.09, no Teatro das Bacabeiras, às 18h30min, para conduzir a palestra Fototaxia, em busca do elo perdido e, no dia seguinte, a oficina de fotografia intitulada Caixa Mágica I.



O evento também prestigiará os fotógrafos pioneiros do estado que serão homenageados na cerimônia de abertura. Durante toda a semana a fotografia continuará em evidência através de espaços como:

- Mostras de filmes
- Leitura de portfólios
- Portfólios comentados
- Mesas redondas
- Palestras
- Cursos
- Exposições
- Maratona Fotográfica

A idéia do evento é promover a arte fotográfica no estado e explicitar seu potencial cultural e artístico, aglutinando fotógrafos profissionais, amadores, entusiastas e a sociedade em geral. Vai ser uma semana repleta de momentos para debater, fazer e pensar a fotografia amapaense.
Serviço:

Abaixo, mais detalhes sobre a programação do evento que é toda gratuita, exceto o curso de Introdução a fotografia, para o qual será cobrada taxa de   R$ 15,00.


Mais informações é só acessar o blog do MIS-AP:

Programação:
06.09 (Terça)
13-15h
Credenciamento
[Auditório do MIS]
15-18h
Início do curso de Introdução a fotografia
[Auditório do MIS]
18h30min – 20h
Abertura Oficial:
- Homenagem aos fotógrafos pioneiros do Amapá;
[Teatro das Bacabeiras]
20h – 22h
Palestra:
Fototaxia, em busca do elo perdido
[Teatro das Bacabeiras]



07.09 (quarta)
10 -12h
Leitura de Portfólio
[Auditório do MIS]
14-18 h
Oficina: Caixa Mágica I
[Casa da Cultura – SESC Araxá]
15-18h
Curso de Introdução a fotografia
[Auditório do MIS]
18h30min – 20h
Exibição comentada do filme:
Nascidos em Bordéis
[Auditório do MIS]
20h – 22h
Mesa Redonda:
O uso da fotografia no contexto escolar
[Auditório do MIS]




08.09 (quinta)
10 -12h
Leitura de Portfólio
[Auditório do MIS]
15-18h
Curso de Introdução a fotografia
[Auditório do MIS]
18h30min – 20h
Mostra de Portfólio:
(Elaina Rafaela Souza)
[Auditório do MIS]
20h – 22h
Mesa Redonda:
Panorama da fotografia contemporânea
[Auditório do MIS]



09.09 (sexta)
13-15h
3º Maratona fotográfica do MIS
[Auditório do MIS]
15-18h
Mostra de Portfólio
(Jonata Lacerda)
[Auditório do MIS]
20h – 22h
Abertura da
Exposição Fotográfica “Tempo do Olhar”
(Galeria Antônio Munhoz- SESC/AP)



10.09 (sábado)
13-15h
Seleção das fotos da maratona
[Auditório do MIS]
15-18h
Exposição das fotos da
Maratona Fotográfica
[Praça Veiga Cabral]
18h30min – 20h
Programação Cultural
[Praça Veiga Cabral]


Informações enviadas por Alexandre Brito (Gerente do MIS-AP)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

4º FOR RAIBOW - Mostra Itinerante chega ao Amapá

O FOR RAINBOW é um dos mais importantes festivais de cinema e cultura da diversidade sexual em nosso país. O Festival foi criado no Ceará, mas há quatro anos ganhou uma versão itinerante que percorre diversos cineclubes do Brasil. Aos poucos o Festival começa a ganhar dimensões internacionais, pois durante as mostras são exibidos filmes do Brasil e de diversas outras partes do mundo, formando um “caleidoscópio audiovisual” de manifestações estéticas da multidiversidade humana vivenciada em nosso planeta.

2011 é o ano da revolução audiovisual no Amapá,  e em sua quarta edição, o FOR RAINBOW – Mostra Itinerante chega ao nosso Estado através do CineParaíso, um dos 150 cineclubes brasileiros selecionados para receber a Mostra.



Em Macapá, a programação contará mostras audiovisuais, exposições multimídia de artes visuais e performance poética conforme a programação abaixo.

Local: Centro de Difusão Cultural Azevedo Picanço (Av. FAB)
Data: 21/08/2011      Horário: 18 h

- Mesa de abertura;
- Exposição de vídeoarte "(OU)VIMOS" - Coletivo Psicodélico;
- Exposição fotográfica;
- Mostra de cinema;
- Performance poética: "MINHOCAS NA CABEÇA" - Tatamirô Grupo de Poesia.
 
Produções selecionadas para o 4º FOR RAINBOW - Mostra Itinerante


(tempo total: 104 minutos)



On my Own
Direção: Yuri Yamamoto - Fortaleza/CE
Um garoto numa eterna busca: a procura de sua identidade, de forças para ser quem é, de alguém para apoiá-lo. Dúvidas e certezas, dois opostos tão naturais nessa idade.


Eu não quero voltar sozinho
Direção: Daniel Ribeiro - São Paulo/SP
A vida de Leonardo, um adolescente cego, muda completamente com a chegada de uma novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo ele tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana e entender os sentimentos despertados pelo novo amigo Gabriel. 



Brincos de estrelas
Direção: Marcela Bertoletti - Rio de Janeiro/ RJ
Brincos de Estrela conta a história da descoberta do amor entre duas amigas. O curta vai explorando os medos e receios dessa personagem à medida que seus sentimentos vão tomando conta da sua vida.


Homofobia, lesbofobia e transfobia
Direção: Felipe Fernandes - Brasília/DF
O vídeo busca refletir sobre as categorias usadas por ativistas lésbicas e travestis para se falar das violências contra suas identidades. Trazendo vozes sobre os usos dessas categorias, esquadrinha algumas aproximações e distâncias entre a pauta específica destas em relação ao "segmento" como um todo. 
Mostra situações em que o "ser lésbica" e o "ser travesti" produziram particularidades no que tange a discriminação e a violência.


E agora Luke
Direção: Alan Nóbrega - Rio de Janeiro/RJ
Luke é um rapaz que está iniciando a sua vida adulta e é obrigado a se defrontar com os seus valores religiosos, morais, sociais, após um segredo seu ser descoberto.


GLOSSário
Direção: Fabinho Vieira - Fortaleza/CE
Duas travestis, com todo seu carisma e encanto, revelam os significados dos termos e gírias próprios que já caíram no gosto popular.


Felizes para sempre
Direção: Ricky Mastro - São Paulo/SP
Felizes para Sempre faz parte do projeto "Fuking Diferent São Paulo". Essa era a ideia inicial do projeto "achar um casal gay que estivesse junto há décadas" e foi assim que selecionamos as nossas candidatas: através do site e entrevistas com o diretor Ricky Mastro e assistentes de direção Lilian Baldo e Rodrigo Dorado.


Sem Purpurina - Realidade LGBT Na Baixada Santista
Direção: Fernanda Balbino, Lara Finochio,
Lívia Carvalho e Xenda Amici - Santos/SP
O documentário mostra os sonhos, as alegrias, os dramas e a luta contra o preconceito sob a visão da comunidade GLBTT e especialistas.
 

Depois de tudo
Direção: Rafael Saar - Niterói/RJ
Depois do Adeus, veio a espera. Depois da espera, veio o retorno. Depois de tudo, eles desejam estar juntos e um dia é suficiente para esperar o seguinte.


Ensaio de cinema
Direção: Allan Ribeiro - Rio de Janeiro/RJ
Ele dizia que o filme começava com uma câmera muito suave, com um zoom muito delicado e avançada em busca de Bardot.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PIUM NA LIGA



"Se o cineclube é a instituição do público, é preciso assumir essa condição em sua plenitude. Ou seja, o cineclube é uma instituição fundamental da sociedade democrática, não é uma atividade “filantrópica”, “experimental”, “juvenil”, “amadora” (as aspas indicam o emprego de um sentido pejorativo, de coisa de caráter especial, carente ou exótica, e principalmente desimportante) que se inclua entre as ações de beneficência ou assistência social. Não, o público é a maioria absoluta da população, e é hoje categoria central no processo social, para a reprodução ou para a transformação das relações sociais. A ação cineclubista é central e essencial para a sociedade audiovisualizada.(...)”

Assim abrimos nossa fala, em 28/07, durante o painel dos cineclubistas da cidade no I Seminário Amapaense de Audiovisual repetindo esse parágrafo de Felipe Macedo do livro Cineclube, Cinema e Educação, lido anteriormente pelo Tuto (Coordenador do Univercinema), para nos definirmos e nos estabelecermos. Pium filmes ao lado do Cine Mairi, Cine Estaleiro, Univercinema, Cine Paraíso, Clube de Cinema, Cine Lumière, é um cineclube itinerante. Como disse Alexandre Brito: “o pium é um cineclube flutuante, voa ao sabor do vento, pousa em quem estiver na sua mira e pica.” Não à-toa nossas sessões de projeção são denominadas de Cine Mosquito. 

 

Fechamos o ciclo de nossa participação no Seminário de audiovisual voltando para o começo, queremos fazer nossas as palavras de Alexandre Brito (Gerente do MIS-AP) por ocasião da abertura do Seminário.
Liga Amapaense de Cineclubistas
 
“A camisa pesa com o peso da responsabilidade. A responsabilidade de colocar uma palavra no vocabulário do amapaense: cinema. O amapaense não tem o hábito de pensar e se ver e acreditar que na sua terra produz cinema. Desde já o I Seminário Amapaense de Audiovisual tem uma vitória suprema que é socializar essa produção e a ideia de que se produz cinema aqui também. Parabenizamos a organização. Parabenizamos a imprensa amapaense que abriu suas portas para que o Seminário pudesse socializar informação e garantir que a palavra cinema caísse no gosto  cotidiano do amapaense.(...) Agradecer a todos que se mostraram sensíveis a nossa ideia:construir o audiovisual a médio-longo prazo. O evento foi  produzido coletivamente: nós do Amapá, o público, os cursandos, os expectadores das sessões de cineclubes. O seminário quer trazer propostas ousadas para o cinema amapaense. Esse é um primeiro passo, mas é um passo muito firme.Tem aquela história que tinha uma pedra no meio do caminho. Essa pedra vai ter medo da firmeza do passo que iniciamos hoje. Ela  vai tremer, afastar para o lado e deixar espaço para a gente seguir(...)”


No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
                                                                             Carlos Drummond de Andrade





sábado, 30 de julho de 2011

5 X FAVELA-Agora por nós mesmos (Longa-metragem) – Sessão do dia 30/07/2011

A diretora Manaíra Carneiro do longa-metragem 5 X FAVELA-AGORA POR NÓS MESMOS é presença confirmada na noite de encerramento das exibições de filmes cujos diretores conversam com o público, em 30/07/2011,às 19h30, no Teatro das Bacabeiras. Essa diretora carioca e seu filme fecham a Mostra de cinema e vídeo do I Seminário Amapaense de Audiovisual.
“O longa-metragem 5 X Favela – Agora por nós mesmos são cinco episódios, dois deles dirigidos a quatro mãos, em projeto capitaneado por Cacá Diegues, que dirigiu um segmento do Cinco Vezes Favela original, de 1961. O subtítulo explicita a proposta atual: dar a jovens cineastas das comunidades carentes do Rio de Janeiro a oportunidade de fazer cinema. A maioria das histórias, sensatamente, foge dos clichês — não há o glamour do mundo do crime na linha de "Cidade de Deus" nem o humor sarcástico de "Tropa de Elite". Trata-se de uma comédia dramática de costumes que espelha, como poucas fitas recentes, a cara do povo brasileiro. "Fonte de Renda" mostra a difícil jornada de um favelado (papel de Silvio Guindane) rumo à faculdade de direito. "Arroz com Feijão" retrata a saga de dois garotos (Juan Paiva e Pablo Vinicius) para comprar um frango. A trajetória de três amigos — um policial, um traficante e uma instrumentista — estão no violento "Concerto para Violino". Uma pipa será o pomo de discórdia no Complexo da Maré em "Deixa Voar". O ponto mais alto ficou para o fim: "Acende a Luz" enfoca, com singeleza e sagacidade, o drama de um morro às escuras no dia de Natal. Merecidamente, o longa faturou sete prêmios no último Festival de Paulínia, incluindo os de melhor filme e melhor roteiro. Estreou em 27/08/2010.”
FICHA TÉCNICA
Título original: 5x Favela - Agora por Nós Mesmos
Gênero: Drama
Duração: 1 hr 43 min
Ano de lançamento: 2010
Site oficial: http://www.5xfavela.com.br
Estúdio: Luz Mágica Produções / Globo Filmes / Videofilmes / Quanta / TeleImage
Distribuidora: Sony Pictures Entertainment / RioFilme
Direção: Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra, Manaíra Carneiro
Roteiro: Rafael Dragaud (coordenação), José Antônio Silva, Vilson Almeida de Oliveira, Rodrigo Cardozo, Cadu Barcellos e Luciana Bezerra
Produção: Cacá Diegues e Renata Almeida Magalhães
Música: Guto Graça Mello
Fotografia: Alexandre Ramos
Direção de arte: Pedro Paulo de Souza e Rafael Cabeça
Figurino: Inês Salgado
Edição: Quito Ribeiro


SOBRE A DIRETORA

Manaíra Carneiro é uma jovem diretora, moradora de Higienópolis. Conheceu o cinema aos 16 anos quando começou a frequentar oficinas de audiovisual, tendo sua primeira experiência com cinema em curso do Cinemaneiro, realizado em sua comunidade, em 2002.Terminou a Escola Técnica de Audiovisual e dirigiu o curta-metragem Café Sem Chantilly, com o grupo Cinemaneiro. Atualmente, Manaíra Carneiro é graduanda em Estudos de Mídia na Universidade Federal Fluminense (UFF) e estuda roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro.É integrante da OSCIP Cidadela – Arte, cultura e Cidadania. Manaíra Carneiro dirigiu o episódio Fonte de Renda, que integra o filme 5x Favela – Agora por nós mesmos.